Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

SEMINÁRIO MOBILIDADE URBANA – Bicicleta, um transporte viável.

A Associação dos Bicicleteiros da Bahia – ASBB iniciou, nesta sexta feira, dia 10/07, mais uma campanha integrando seus ideais de saúde, cidadania, lazer e bem-estar com o Seminário Mobilidade Urbana – Bicicleta, um transporte viável: a proposta de construção de ciclovias de transporte


Na abertura do seminário, o presidente da ASBB – Associação dos Bicicleteiros da Bahia, Gilson Cunha relatou que há dez anos a ASBB vem desenvolvendo uma campanha pela utilização da bicicleta com um instrumento multiuso, isto é, um instrumento capaz de promover saúde, solidariedade, amor, agregar a família e ser utilizado como meio de transporte, de renda e de lazer. Acrescentou que “com muita dificuldade”, temos avançado, pois hoje em dia já temos muitos grupos de passeio e várias pessoas já utilizam a sua bicicleta com meio de transporte e de renda. Ele observou, ainda, que “nos dias de hoje é muito difícil um evento público do qual toda família participe, já nos eventos da ASBB, os Passeios Ciclísticos, conseguimos ver toda a família reunida”.

Registrou a oportunidade de se investir nas ciclovias de transporte, aproveitando as obras que serão executadas a exemplo da obra do Imbuí, via portuária Baía de Todos Santos e as obras da Copa do Mundo de 2014. “De imediato, podemos lutar para que as ciclovias de lazer se integrem, em especial a da Orla, depois a do Imbuí com a da Paralela, chegando até o Estádio Roberto Santos, conhecido como Pituaçu, explicou” Após esse feito, a ASBB continuará na luta para interligar estas ciclovias com a da via Portuária, que ligará a Br-324 ao Comércio, integrando mais de 30 bairros. Como registro da campanha junto às autoridades públicas, o presidente da ASSB entregou ao representante do Presidente da Câmara e também vice-presidente da comissão de Justiça da Câmara, Sr. Gilberto José, uma solicitação para ser criada a COMISSÃO DE MOBILIDADE URBANA DA CÂMARA, uma comissão específica para estudo e fiscalização dos temas da mobilidade urbana, em especial a mobilidade CICLOVIÁRIA.

O professor Acúcio representando a COEL, Coordenadoria Municipal de Esporte e Lazer, alertou para a necessidade de uma divulgação ampla e se colocou à disposição de não só divulgar na rede municipal de ensino, como realizar novos seminários nas escolas. Comentou também o valor e qualidade do seminário, que tinha na plenária verdadeiros multiplicadores e responsáveis por ter na nossa cidade uma atitude cicloviária. Na qualidade de professor de educação física, mostrou os benefícios que uma pessoa tem fazendo trinta minutos de exercícios físicos diários, reduzindo em cerca de 50% as chances de desenvolver doenças ligadas ao sedentarismo, como as doenças cardíacas.

Alertou que devemos aproveitar o momento da Copa do Mundo de 2014 e encaminhar um documento ao comitê organizador exigindo que as ciclovias de transporte e bicicletários nos estádios, estações de transporte e em centros comerciais sejam obrigatórios nas cidades

onde acontecerão os jogos da copa do mundo.

Lembrou também que, em algumas cidades do mundo, as bicicletas já compõem como meio de transporte, e, em algumas mais de 70 % da população as utilizam.

O Sargento Paulo Cezar, representando o Esquadrão Águia, salientou que nas ciclovias não houve nenhum registro de acidentes graves envolvendo os ciclistas e que é preciso realizar uma campanha de segurança envolvendo todos, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, já que o Conselho Nacional de Trânsito regulariza o respeito entre todos. Comprometeu-se em dar todo apoio e segurança nas futuras ciclovias de transporte e acrescentou que atualmente já há este serviço de segurança, mas, pela pouca utilização das ciclovias, só acontece nos horários específicos de maior circulação. Comentou a necessidade de realização destes seminários nos bairros e a colocação de bicicletários em centros comercias e terminais de ônibus e de trem. Lembrou também da importância de uma campanha para a intensificação do uso de equipamentos de segurança para as bikes, como capacetes, retrovisores, sinalizadores e outros, embora aqui em Salvador a maioria os utiliza.

O Sr. Roque representando a SECULT relatou a importância de um evento como este, não só para Salvador, mas para o mundo, pois o meio ambiente agradece e colocou a Secretária a disposição de novos eventos a serem realizados.

O Presidente da Associação dos Ciclistas do Brasil – ABC, Jessé Teixeira, relatou os trabalhos que executa em São Paulo principalmente em Santos e em São Vicente, com as bicicletas públicas de aluguel e bicicletários, como também o trabalho da empresa Porto Seguro, onde as pessoas estacionam seus carros e com uma diária consegue uma bike para se deslocar de um ponto a outro da cidade.

Relatou também o Projeto Pedala Santos que tem como propósito fazer uma ciclovia inteligente, que passe por toda cidade, sendo que parte dela já está pronta, como mostrou em material impresso.

Gilberto José, representando o presidente da Câmara, achou a iniciativa da ASBB excelente e mostrou que este é o caminho de várias cidades da Bahia: se tornarem cidades cicloviárias. Anunciou que, além da Comissão de Mobilidade Urbana, ele ia indicar um membro do cicloativismo para fazer parte da comissão de transporte, entendendo que a bicicleta pode ser um veículo de transporte. Salientou ainda que, sendo médico, sabe dos benefícios que a bicicleta traz para a saúde, para o meio ambiente e para a família. Informou que em 2005 fez uma indicação ao Prefeito para que todas as avenidas e ruas a serem construídas dispusessem de ciclovias e que as que não as tivessem fossem adaptadas para tal.

Por fim, um assessor do Vereador Adriano Meireles sugeriu que, inicialmente, fossem feitos estudos da viabilidade, tanto em nível de segurança quanto em custo e comentou que a topografia da nossa Cidade não é como a de Santos.

Gilson Cunha, respondendo às suas indagações, agradeceu a sua colocação e informou que, em relação à segurança, com a ciclovia, se reduzirá o número de ciclistas mortos, pois atualmente, os acidentes envolvendo ciclistas acontecem onde não existem ciclovias. Quanto a custos, relatou que em vários locais da cidade são implantadas ciclovias meramente para passeios, e que, com certeza, em comparação ao benefício que elas traz à cidade e ao mundo é possível construir ciclovias para fins mais amplos.

A respeito da topografia, Gilson Cunha disse que Salvador é considerada uma cidade viável para bicicletas, pois hoje em dia, mesmo sem ciclovias suficientes, existem pessoas que pedalam na cidade toda, e, como exemplo, ele citou uma pessoa que mora em Periperi e trabalha em Itapuã e faz este percurso de bicicleta diariamente. Lembrou que, mesmo nos locais onde existem ladeiras bem altas, a exemplo a Ladeira do Inferno, na Vasco da Gama, temos outras opções de acesso pelo Rio Vermelho e pela Federação. Sem mais, deu por encerrado o seminário.

Gilson Cunha

(71)9982-7014

(71)3356-2548

Domingo, 12 de Julho de 2009

APRENDENDO A ANDAR DE BICICLETA COM MAIS DE 50 ANOS.

Alguem escreveu um livro: "Quem fez o que e com que idade." em que pesquisou biografias de grandes genios da humanindade nas mais variadas atividades: canto, livros, artes , enfim, para saber em que idade fizeram suas grandes obras.

Um outro cronista escreu sobre aquele livro dizendo, em outras palavaras:

"Pelo menos em um deles eu bati: Leon Tolstoi; não estou falando do escritor de Guerra e Paz, mas do Tolstoi que, para conquistar uma namorada, aprendeu a pedalar aos 66 anos de idade"; eu aprendi a andar de bicicleta aos 7 anos; e sem rodinha".

Esta matéria está publicada em uma das revistas " Seleções do Reader s Digest."

Não vou pesquisar para dizer em qual volume e ano foi publicado. Mas está lá.

Sempre lembro para pessoas este fato, narrado pelo cronista. No inicio de julho lembrei-me dele quando vi na TV Bandeirantes, uma reportagem a respeito de pessoas que , em São Paulo, com até mais de sessenta anos de idade, aprenderam a pedalar e até usam a magrela como meio de transporte, descobrindo mais boas emoções para suas vidas. Eles aprendem em uma escola para maior idade em um dos Parques da Capital Paulista.

Está na hora de alguma entidade , entre tantas que exitem por aí para ensinar a dançar, fazer doce, cantar, também se dedicar a ensinar os coroas a pedalar. Tem muita gente querendo aprender sem saber como começar, já que sòzinhos não têm coragem.

Está aí a dica, inclusive para quem quer ter uma renda extra. Cliente não faltará.

valci barreto

valcibarretoadv@yahoo.com.br
33229705 9999

MANOELA RODRIGUES NO TOM DO SABOR

PRÉ- LANÇAMENTO DO SEGUNDO CD DA CANTORA MANUELA RODRIGUES- TERÇA FEIRA NO TOM DO SABOR

Terça feira , dia 14, estarei apresentando o show PRÉ- enquanto não fica pronto, de Pré lançamento do meu segundo CD no Tom do Sabor. Eu vou apresentar esse show duas terças e depois apresento no Projeto "Prata da Casa", no Sesc Pompéia- São Paulo.

Gostaria que, por favor, divulgasse pra mim no jornal. Segue em anexo release com maiores informações e foto para divulgação.
Credito das fotos: Alessandra Nohvais.

Você são convidados. Por favor, confirme a presença para que a gente inclua seu nome na lista.


SERVIÇO:

O QUE: SHOW da cantora Manuela Rodrigues - PRÉ - enquanto não fica pronto

QUANDO: 14 e 21 de julho

HORÀRIO: 22 hs

QUANTO: R$ 15,00

ONDE: Tom do Sabor – Pirâmide do Rio Vermelho / Rua João Gomes, 249
Fone: 71 3334.5677
Contato Produção: Janaina-9279-2763/9244-7916
PARA OUVIR: www.myspace.com/manuelarodrigues/ VÍDEOS – Música de bolso: http://www.youtube.com/watch?v=O_06t7Vv3O4, http://www.youtube.com/watch?v=ZWhPx7XJrkU

Sábado, 11 de Julho de 2009

VÁ DE BIKE NESTE FINAL DE SEMANA(CLIQUE NAS FOTOS PARA AMPLIÁ-LAS)

VÁ DE BIKE NESTE FINAL DE SEMANA:

Museu do MAB, no corredor da Vitória.
Museu de Arte Moderna, na Contorno,
Corrida de Rua, no porto da barra, domingo, sete da manha.
Pedal da Negona, na Ribeira.
Canto da Praça, no Jardim de Nazaré,todos os domingos, das 09 às 12.30 horas.
Café da Manhã, Rua atrÁs do Posto Esso , em Piatá: fone 81034098 - 81037489
Almoço, café da manhã, sopas, cozido, sarapatel: RESTAURANTE E LOJA ESCORIAL, NA BARRA, ao lado da Associação Atlética, mesma rua da Caixa Economica Federal.
Gostoso, bonita decoração e atendimento colorido de simpatia.
Na Rua Sabino Silva, a SUPER DELI oferece sopas, mingau, todos dos dias; feijoada, sarapatel, cozido: todos os dias um destes pratos é servido.
minguai delicioso, na entrada do Calabar, na Av. Centenário.
Veja a programação da cidade no correio da bahia. www.correiodabahia.com.br: o acesso, pela internet, é gratuito.

Aproveite a chuva e leia um bom livro:

Leve um livro para o nacci, mesmo usado, em Nazaré. Vá de bike e deixe um livro ou revistaa infantil: As crianças adoram.



= CLIQUE NAS FOTOS PARA SEREM AMPLIADAS =

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

 
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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

DIPLOMA PARA EXERCER O JORNALISMO:MAIS POLEMICA

Valci Barreto

editor do bikebook.com.br
colaborador do muraldebugarin.com


o Supremo Tribunal declarou que,para o exercicio do jornalismo, não há necessidade de diploma especifico de jornalista. Os fundamentos estão lá na decisão.

A Camara dos Deputados e o Senado Federal querem reverter a situação.

Para haver modificação da Constituição, os projetos de camara e senado devem passar por comissões técnicas que examinarao a constitucionalidade do projeto. Considerando o projeto ,em confronto com a decisão de Supremo, não seria inconstitucional o proprio projeto, já que o Supremo examinou e decidiu sobre a matéria?

Supondo que , por pressão politica( porque de juridico puro(E HÁ?), nada há neste caso, data vênia, venha a ser modificada a constituição federal para dizer: deve haver o diploma para para o exercicio da profissão de jornalista, como ficarão as s outras profissões? terá que ter suporte constitucional para que elas possam existir? Vão os deputados incluir outras profissões na Costiutição para que elas possam ser exercidas com legitimação?

Vai o Supremo Tribunal Federal dizer que outras profissões podem ser exercidas sem diploma? E ai, de novo, virão camara e senado dizer de novo que é inconstitucional o texto do projeto ?


Supondo um historiador , formado em curso superior de Historia, sendo convidado para reportagens ou materias, TIPICA DE JORNALISTA, mesmo na área de História, poderia ele ser impedido de atender ao convite por falta de Diploma em Jornalismo?

Da mesma forma, poderia um JONALISTA DIPLOMADO EM JORNALISMO, ser impedido de escrever, noticiar, ensinar , investigar e escrever sobre fatos históricos, por não ser portador de Diploma em História.?

Entendo que certas profissões podem ser bem exercidas, com competencia independente de Diploma especifico .

Certo é que, muitos jornalistas, até professores de Jornalismo, um deles, além de professor de jornalismo , ganhador de dois premios esso, escreveu um longo artigo defendendo a posição do Supremo Tribunal Federal que dispensa o Diploma.

Como proibir um medico da envergadura do Drausio Varalea de ser também reporter em sua area de atuação?

Como exigir diplomas de músicos geniais como Chico Buarque, Carlinhos Braun, Caetano Veloso, só para citar alguns, para o exercicio da sua profissão de musico ?

Um dos mais geniais letrista deste mundo é Caetano Veloso. Pouca gente tem texto igual, mesmo quando comenta algo fora da música. Demonstra o artista, que não conheço pessoalmente, ser um cultor, um conhecedor da nossa lingua a quem dedicou um belo texto que também musicou. O mesmo artista fez um dos mais belos poemas que considero, que fala da importancia do livro.

Um dos grandes artistas da Bahia, Bel Borba, ( O book que registra parte de seu trabalho toma quase todo o seu atelier) fez apenas a metade, menos ou mais um pouco ,do curso de belas artes. O diploma o faria melhor? acho que não.

Não sou contra a Faculade de Jornalismo, nem que hajama jornalistas diplomados. Mas sou contra impedir o exercicio da profissão de jornalista somente por não ser portador de diploma de Faculade de Jornalismo. Podem as faculdades de Jornalismo , Artes Plasticas , Musica, Gastronomia, existir. O que acho que não se deve fazer é impedir o artista de se-lo por falta de Diploma. O mesmo entendo em relação ao Jornalismo que pode ser exercido por pessoas de qualquer outra área do conhecimento.

Gôsto pela leitura, talento para a escrita, faro para interpretar, bscar e comentar fatos, jamais será ou deverá ser inibido pela ausencia de diploma, falta de cursar em faculdade específica.

Com a internet, então, é o que se vê: milhoes de pessoas exercendo o jornalismo, demontrando seu talento, fascinio pela escrita, inclusive jornalistica, das mais diversas areas.

Pessoas como Machado de Assis, Jorge Amado, José de Alencar, só para citar alguns considerados os maiores, nenhum deles tinha diploma de jornalista. E todos os foram. Ruy Barbosa,considerado , até hoje, o maior da escrita, da oratoria, um dos maiores cultores da nossa lingua, não cursou faculdade de jornalimso. No entanto, ninguem tanto o foi quanto ele. Ninguem, igual a Machado de Assim escreveu tão bem , inclusive jornalisticamente ,como reporter(acho que não era este o nome da época), as seções do Senado Federal , só para limitar sua atuação em um espaço e momento histórico. E não tinha diploma em Jornalismo.

E quanto aos novos sem diploma? Quanto a estes , nada sei. Não conheço nenhum sem diploma por conta da exigendia legal . Mas os há. Mas os bons, os grandes, os conhecidos, os que demonstram talento não o fazem pelo Diploma. Porém, sim, por serem , sobretudo, jornalistas. Não deixariam de serem o que são se, trabalhando em jornalismo, fossem de outras áreas.

Certo é que , mesmo com Faculade, mesmo com Diploma, há milhares e milhares de JORNALISTAS DIPLOMADOS que ninguem conhece, que jamais conseguiram ser jornalisaas, trabalhar em jornal , escrever algo, mesmo porque não cabe todo mundo no limitado mercado. Quem se dá bem mesmo são os empresarios das Faculdades, de várias areas, nem sempre em condições de formar verdadeiros profissionais.

Deixem aí as Faculdades e os Diplomas, inclusive para Jornalismo, mas não impeçam milhoes de jovens que querem e sabem ler, escrever, falar, divulgar, de serem jornalistas somente por não terem cursado FACULDADE DE JORNALISMO .

Certo é que, ninguem conseguirá impedir Dadá e Beto Pimentel ; Carlinhos Brown e Luiz Caldas de exercerem o seu talento só por falta de uma faculdade. Eles podem até sentir falta de estudos maiores de musica, portugues, literatura, historia. Mas de Faculdade de Gastronomia ou de Musica, tenho certeza que não. Nem por isto as grandes escolas de gastronomia francesa nem as faculdadades de música, Jornalimo, Historia, deixaram de ter também os seus genios, de revelar e distribuir seus talentos pelo mundo, como nosso grande violonista Mario Ulhoa(músico,Ufba) .

Quatro ou mais anos em muitas das faculdades existentes por aí, servem muito mais ao talento de ganhar dinheiro por parte do empresario da "educação", do que ao proprio alunato. Os quatro ou mais anos gastos nos bancos, poderiam muito bem serem reduzidos para a metade. Muitos querem ampliar os anos. Mas a intenção não é o aprimoramento, mas o ganho mais fácil. É forma de gastar tempo, dinheiro e talento, por parte dos alunos. Quatro anos dentro de uma escola, mais dois ou tres para isto ou para aquilo, é algo que deve ser mudado, a fim de não jogar tanta grana, tempo e sonho pelo lixo, mesmo de muitos talentos que poderiam estar sendo aprovietados em conhecimento, téorico e prático, mesmo dentro de casa . Capacidade de ler, escrever, sentir, cheirar, correr, pode até não ser coisa de DNA , "de nascença". Sendo ou não, a escola deve exitir para dar os caminhos, jamais para aprisionar, como é o nosso modelo:

um monte de ano no primeiro, secundario, faculdade, cursos disso e daquilo , tudo misturado, para completar uma "grade", preeencher x anos em bancos de escolas que poderiam ser divididos , dirigidos para destinos especificos. A vida toda se deve buscar conhecimento; e os verdadeiros espiritos que se aventuram a fazê-lo, têm demontrado que o que menos contou foi x anos em uma faculdade.

Os escritos de Guimaraes Rosa, só para citar mais este genio, não adveio de uma faculade de direto, medicina, jornalimo; com certeza não. Deve-se, então, valorizar diplomas, sim, faculades sim, mas não inibir que o conhecimento de uma area não seja aproveitado em outra. Senão, o grande autor de Grandes Sertões-Veredas, teria que ter diploma de ESCRITOR, de LITERARIO, DE LETRAS, ENFIM. Mas assim não foi.

Temos um conforto: os "genios " das "academias" jamais irão exigir diploma em faculdade para fazer samba nem para jogar futebol. Eles não teriam coragem de desafiar a nossa gente em coisas que nosso povo faz como nenhum outro do mundo, sem DIPLOMA E SEM FACULDADE.

Muitos estão com muito ciume de Michel Jacson: como eles gostariam que seus diplomas, canudos, pudessem levar aos seus eventos, palestras , alimentadas por market de escolas, instituições outras, quinhentas daquelas pessoas, no meio de milhoes e milhoes em todo mundo.

E houve quem, em artigo em jornal, não tendo diploma de jornalista, condenou as homenagens ao genial cantor americano, comparando-as a um grande circo. Contraditoriamente, utilizou-se de jornal, (Tribuna da Bahia), para responsabilizar a imprensa pelo "espetáculo cirquense" em que teria se transformado aquelas homenagens.A mesma imprensa (TV) que tambem usou para assistir ao "espétaculo" que condenou no mesmo artigo.

Que vivam , que possam viver, empregar-se , trabalhar, exercer seu potencial , com ou sem diploma, jornalistas ou não. Que não se condene faculdade nem qualquer escola , universidade que distribuir saber. Que se valorize o ensino, o saber. Mas que também não tenham estas escolas como o unico caminho para o CONHECIMENTO. Porque não são mesmo. Elas ajudam . E muitas, muito pouco. Para alguas profissões, menos ainda. São dispensáveis.

Estou, no caso, em boa companha: SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

Vamos esperar que não façam leis exigindo formação superior para jogar futebol nem para fazer samba: não assassinam as coisas mais geniais que nos restam depois da nossa floresta amazonica e nosos rios: música e o esporte bretão. Aproveitem esta chance, do Supremo Tribunal Federal, para revelar milhões de Machado , Alencar, Ruy, que estão nascedo todos os dias, prontos para serem grandes escritores, jornalistas, músicos, cozinheiros, sapateiros, sanfoneiros, e que são mutilados pelo preconceito, politica de reserva de mercado, vaidade e tino comercial de muitos que usam a "educação" muito mais para suas ambiçoes comerciais do que para distribuir conhecimento e ou emprego.


Que haja educação , conhecimento e emprego para todos, com ou sem diploma, com ou sem faculdade. Deixem aí as faculdades de tudo . Elas não farão nenhum mal á humanidade. Muito menos para os verdadeiros JORNALISTAS, HISTORIADORES, MUSICOS, ESCRITORES ,profissões que podem, sim, serem exercidas, e bem, INDEPENDENTEMENTE DE DIPLOMA .
Muitos paises possuem Faculdades e diplomam Jornalistas. Estados Unidos é um deles. Mas não impedem o exercicio da profissão de jornalista a quem possui conhecimento, experiencia, talento, adquirido em outras faculdades ou escolas.

Não podemos reclamar da falta de democracia em nosso pais. Podemos nos queixar de muitas coisas, principalmente pela falta de comida, educação. De falta de democracia, não.

Que se respeite a iniciativa do Senado e da Camara dos Deputados para tentar reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal. Porém, melhor serviço teriam feito os deputados, senadores, jornalistas, tentado impedir o Supremo Tribunal de tomar a decisão sob comento. Porém , depois de tomada a decisão, na forma e com as justificativas, inclusive jurídicas, já dadas, só posso comparar à promoção de uma ação rescisória com todos os prazos, inclusive da rescisória, transitados em Julgado.

Ou não?

Entendia que Lula, sem Diploma, seria melhor Presidente do que o outro canditato, Diplomado. Pelo julgamento que a opinião publica faz de Lula, inclusive no exterior, foi bem melhor do que Fernando Henrique, Diplomado. Vindo Lula e Fernando, voto de novo em Lula. Mas não é pelo diploma de um nem a falta dele no outro. É por muitas outras coisas. Mas em Dilma, certamente não votarei. Também não é pelo Diploma. É por muitas outras coisas. Muitas outras que também me fazem entender, me convencem de que, para ser jornalista , mesmo genial, o diploma é dispensavel.

Não briguem comigo. Briguem com o Supremo. Não batam nos "pequenos", opçao de muita gente, mesmo com Diploma.

Sou diplomado. A lei exige para o meu caso. Mas sou suspeito para julgar o meu caso.



=Não reviso texto, pedindo desculpas aos leitores que, por acaso tiverem a curiosidade de lê-lo.

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Publicado hoje na internte, não sei se no uol ou yahoo, a materia abaixo:

"Com o apoio de 191 deputados, a PEC (proposta de emenda à Constituição) que exige diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista foi apresentada hoje à Câmara dos Deputados pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Agora ela será encaminhada à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para analise.

A proposta visa incluir na Constituição um dispositivo que estabelece a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista. A PEC também estabelece que nenhuma lei poderá conter dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação.

Na justificativa à PEC, Paulo Pimenta afirma que "a história cansou de demonstrar que o jornalismo produzido por pessoa inepta pode causar sérios e irreparáveis danos a terceiros, maculando reputações, destruindo vidas e nodoando de forma irreparável o princípio democrático". Segundo ele, para se conseguir um diploma de jornalismo em curso superior de ensino, exige-se o efetivo e comprovado aprendizado de determinadas matérias aplicadas e fundamentais a essa formação.

Segundo Pimenta, não é pelo fato de a profissão de jornalista não ter Conselho ou Ordem Profissional que não se exige qualificações específicas em lei. "Ante a inexistência de tais órgãos, se torna mais necessária a qualificação de seus profissionais junto às instituições de ensino superior", disse.

Paulo Pimenta afirma ainda que o advogado, o médico e o engenheiro em razão das técnicas peculiares às atividades que exercem devem, antes, cursar as respectivas faculdades. "E não é diferente para o jornalista, o qual, além de operador da comunicação, conhecedor não só da palavra e da escrita, deverá, invariavelmente, ser também detentor de uma macrovisão do processo de produção da notícia, requisito este que, igualmente, se adquire nos bancos das universidades."

Além da PEC apresentada hoje à Câmara, também já está tramitando no Senado outra PEC, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), apresentada nos últimos dias, visando incluir no texto constitucional a obrigatoriedade do diploma de curso superior em comunicação social na área de jornalismo para o exercício da profissão. As duas PECs foram apresentadas ao Senado e à Câmara depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitar a exigência de diploma para o exercício da profissão.

Gilmar Mendes

O presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, descartou no final de junho a hipótese de o Congresso reverter a decisão da Suprema Corte, que acabou com a obrigatoriedade do diploma.

"Não há possibilidade de o Congresso regular isto, porque a matéria decorre de uma interpretação do texto constitucional. Não há solução para isso. Na verdade, essa é uma decisão que vai repercutir, inclusive sobre outras profissões. Em verdade, a regra da profissão regulamentada é excepcional, no mundo todo e também no modelo brasileiro", disse"


Valci Barreto
advogado
Rua Barros Falcão, 542,-Largo dos Paranhos Matatu
Salvador - Bahia
editor do bikebook.com.br
colaborador do muraldebugarin.com
colaborador da Folha do Reconcavo.
Fones 33229705 - 99999221
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AMIGOS DA BARRA -AMABARRA, CONVIDA

PEDALANDO PARA O TRABALHO-JABUTIS NO CANTO DA PRAÇA





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PEDALANDO PARA O TRABALHO.


Valci Barreto

Editor do bikebook.com.br

As Jabutis de carteirinha, Rose e Ines, visitam o Canto da Praça e são fotografadas ao lado de João Bandola, um dos artistas,um dos artista do grupo que alegra, com seu canto, as manhãs de domingo no Jardim de Nazaré.

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Cena comum na Sabino Silva , em Ondina, é Marcelo pedalando . Algumas vezes mais rápidos e sozinho, outras vezes com sua querida Rose, outras vezes vindo de mercados , quitandas, farmacias, conduzindo pequenas compras em sacos plasticos pendurados no gidom da Bicileta. Apesar de verdadeiro atleta, vez que pedala rápido, quando quer , e para grandes distancias em algumas ocasiões, subindo ladeira todos os dias, como exercício físico, é também um dos jabutis de carteirinha.

Para ir ao trabalho, usava motocicleta até a semana passada. Sem descartar-la do seu dia a dia, nem do seu carro, aderiu por completo a bicicleta como meio de transporte para ir de Ondina à Faculdade de Economia da UFBA, na Piedade.

Além de economizar tempo, dinheiro, diminuir o gaz carbonico nas ruas, fazer exercicios , mesmo indo ao trabalho, liberou ainda o pedaço que usava para estacionar a moto o carro, vez que a bicicleta fica dentro da sua sala enquanto trabalha.

E aida tem gente que diz ser impossivel pedalar no Centro de Salvdor.

Que outros sigam a conduta de Marcelo para nosso bem e do planeta.

Acima, a foto da bicicleta de Marcelo em sua sala de trabalho, sem importunar ninguém; a não ser provocar um leve ciume em Rose, por não estar, naquela sala ,no lugar ou mesmo sentada na magrelinha do Marcelo. Mas ambos estão adorando a idéia.

PANELÃO CULTURAL, IMPERDIVEL!

PONTO DE APOIO:

BAR DO DY - RUA CHILE ( COM PANELÃO CULTURAL - DIA 09/07 - 18:30
BAR DO NEI - RIBEIRA PROXIMO A IGREJA

7 DE SETEMBRO, SERÁ REALIZADO UM ENCONTRO DOS GRUPOS DE PASSEIO DE BICICLETAS, NO BAR DO DY.
OBAR DO DY, SE COLOCOU A DISPOSIÇÃO DE TODOS OS GRUPOS, PALAVRA DELE PARA OS AMIGOS DO TONY E GUERREIRO, VAMOS FAZER UM PONTO DE ENCONTRO LÁ NO DIA DA INDEPENDÊNCIA.

A CONVITE DE ROSE, OS AMIGOS DO TONY ESTÁ ESPERANDO A DATA PARA OUVIR UMA BOA MUSICA, LÁ NO BAIRRO DE NAZARÉ.
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ROSE COM A PALAVRA.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

MOBILIDADE URBANA EM BICICLETA

No dia 10.06, no Predio da Camara de Vereadores, em Salvador, Gilson Cunha estará fazendo palestra sobre Mobilidade Urbana em Bicicleta.

Os ciclistas que puderem devem comparecer como forma de contribuição para o movimento em favor das bicicletas como meio de transporte.

maiores detalhes, inclusive sobre horário, ver no muraldebugarin.com

valcibarretoadv@yahoo.com.br

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

"VIRUS HUMANUS": PIOR DO QUE A GRIPE SUINA

Valci Barreto

Deixamos o quentinho de Salvador, e nossas magrelas, para enfrentar frio; caminhadas em montanhas geladas; conhecer os sítios de esqui ; gastronomia; degustar chocolates, vinhos, arquitetura. a gente e os costumes de Bariloche. O principal que os turistas vão ali buscar é a emoção de conhecer tudo que os locais bem frios oferecem ,especialmente o espetáculo da neve passeando entre as núvens e a terra, em flocos que nem as mais belas imagens do cinema consgeuem traduzir. A criançada vai ao delírio na vivência daquelas emoções. Foi o que ficou claro para todos nós que fizemos o passeio. Não gosto de clima frio;Não podendo escolher a temperatura idel para mim, prefiro o calor. Mas para não ficar mal com as geleiras, fiz uma caminhada de mais ou menos uma hora de um deteminado ponto de uma montanha gelada até o seu topo. Além da bela paisagem, que nem de longe podem as fotos e filmes mostrar, senti calor, deliciei-me , não com o frio, mas com o forninho entre a minha pele e os casacos. Em matéria de geleiras visitadas, foi a única que gostei, exatamente por sentir calor, suando até, subindo aquele pedacinho da Cordilheira Andina, cujo cenário trazem-me sempre à memória das minhas leituras de textos, imagens , filmes e músicas, a bela e imponente ave andina ,condor, que inspirou uma das mais belas canções que meus ouvidos já me presentearam.

No todo , foi um belo passeio, aliado a uma deliciosa sensação de distância da violencia, agressões, brutalidade do transito, crimes que compõem a realidade dos grandes centros urbanos , em um dos quais eu vivo.

Os que nos viram chegando, os familiares para quem liguei, repetiram o mesmo questionamento sobre sobre a gripe suina, indagando todas as pessoas , como tive coragem de ir para a Argentina com o terror da gripe suina que ocupa a mídia em todo o mundo.

Respondi para todos, sem titubear: ela existe; é real. Mas bem de longe se compara com os males causados por outras doenças , fisicas e psicológicas que vivenciamos nos grandes centros, inclusive na nossa capital baiana.

Logo ao pousar em solo baiano, o "virus humanus" ensaiou atacar os passageiros. Explicando: após uma razoável demora para descer do avião, recebeu o comandante um aviso de que deveriam os passeiros aguardarem mais um pouco, na aeronave, a fim de que fosse examinada alguem que se declarou estar gripada na avião, a fim de serem tomados os procedimentos das autoridades sanitárias da Bahia. Um mais exaltando , conclama os passageiros a processar a empresa area, oferecendo-se como advogado, alardeava que havia ganho muitos processos contra a TAM e citava quase todos os artigos do Código Civil,Penal, Constituição Federal e até o de Defesa do Consumidor,em seu favor, enquanto uma senhora , acredito eu ser esposa do advogado, afirmava que sairia de qualquer jeito da areonave, caso não fosse a mesma autorizada a descer. Iniciou-se , então,um leve tumulto. Minha vizinha de poltrona, míneira típica, questinou, baixinho e educadamente para mim: "Para que tanta confusão? Os funcionarios têm que obedecer a ordem vinda das autoridades sanitárias." Já pensando o mesmo, e não podendo ela ir para os corredores sem eu ter que levantar e apertar os passeiros já se espremiam em pé pelos corredores, apenas perguntei-lhe : "voce se importa em ficar sentada até acabar a confusão? "Claro, não vejo motivo para o tumulto". A resposta só não me deu maior alívio porque a pequena confusão não mais permitia a leitura do "machadinho" que sempre me acompanha em qualquer viagem e filas .

Aumentada um pouco a tensão, levantei-me para expor-me apenas para os "vizinhos": "pessoal, quanta confusão desnecessária... agente fica um dia se torrando em práia, enchendo o pulmão de fumaça em boate, aguentando fila de banco por horas e horas, não dá para esperar a solução normal, sem tanta confusão? "Vamos nos comportar como a mineirinha sentadinha aqui do meu lado" e aguardar . O ar aqui dentro é em mais puro do que o do de lá de fora." Minha fala virou uma festinha, petit comite, no meio da confusão que aumentava junto às pobres coitadas aeromoças na porta de saída da aeronave, que nada poderia fazer, senão obedecer aos seus superiores, mesmo ameaçadas de processo, arrebentação do avião, por alguns "faniquitos", que, embora aos gritos, não chegavam a assustar. Tive o apoio, de imediato, pelo menos de uma familia que depois da descida vim a saber ser a enfermeira Vilma, Diretora da Dires de Jequié; seu esposto Oftalmoligista José Raimundo Souza Alves, esposo médico, e dois filhos estudantes de medicina, bem humorados, que também vinham de Bariloche. Ouvissem esta família,poderia transformar-se o tumulto do ambiente em momento de tranquilidade , reflexão e troca de infomações equilibradas.

Não há mal sem pelo menos um pequeno bem. Os faniquitos e ameças me aproximou da familia jequieense, trocamos informações breves sobre a situação , aproveitando-me da "ousadia" que me daram para mandar um abraço para meu fraterno amigo , vereador em Jequié, José Simões.

O pior , causado pelo "virus humanos", viria depois ao abrir os jornais que aguardavam meu retorno. É que , através deles, não tive dúvida de dar a resposta que passei a todos que me questionaram sobre a gripe suina: muito pior do que esta foram as matanças provocadas por acidentes de transito, só para ficar neste item, em nossa capital. Se formos para as portas dos hospitas , constataremos que a gripe é uma pequena brincadeira que a natureza está promovendo para, quem sabe, fazer-nos lembrar que outros males, bem piores nos rondam a cada segundo, a cada passo que damos em nossas ruas, a maioria causada pelo "virus da brutalidade humana" que atropela, assalta, violenta, agride, esfaqueia, até entes que dormem na mesma cama; e que estupra as suas próprias crias.

A febre suina não me causou o mínimo desconforto. Nem a milhares de pessoas que circulavam pelo pedacinho da Patagônia que visitamos.Muito mais me doeu, e está doendo, o que vi nas páginas de um jornal da nossa Capital, que é uma pontinha de um inceberg , das montanhas e depressões , acima e abaixo do nível do mar de violencia das grandes cidades brasileiras; e que já invadiu o interir do nosso Estado. É muito mais dificil, mesmo contraindo a gripe, morrer dela do que salvar-se de uma facada, como a que vitimou um humilde passageiro em assalto a ônibus na Capital Baiana.

Não precisa ser especialista em nenhuma area do conhecimento humano para se chegar a esta conclusão: basta ler os jornais e ver as estatisticas do governo ou as que nossos olhos conseguem ver e nossos ouvidos escutar.

As máscaras que vemos nas imagens de tv , em notícias sobre a gripe, raramente são vistas em Bariloche; elas aparecem em alguns locais, como no aeroporto, usadas pelos agentes sanitários e fiscalizadoras da Saúde . Não as usei. Milhares de pessoas também não. Não por descaso, mas por acreditar em autoridades em medicina , inclusive mestres em infectologia, que se manifestavam em jornais locais e da capital argentina, a exemplo de uma publicada no La Nacion, afirmando que a máscara é mais para ser usada por quem está doente , a fim de evitar contaminação ,não tendo maior importancia como meio de evitar o contágio de quem a usa. Dizem ainda várias matérias dos jornais argentinos, com aval de autoridades sanitárias , que ela foi "supervalorizada" por ter aparecido em época de campanhas eleitorais daquele pais, cujo eleição ocorreu no início de julho.

Por tudo isto, jamais cancelaria uma viagem para Bariloche como fizeram milhares de pessoas que desejavam visitar aquela região nestes meses de temporada de inverno. Preferiria voltar para lá,mesmo não gostando do gelo, do que imaginar-me num passeio, mesmo de dia , por alguns pontos das nossas capitais brasileiras, em que um tiro quase sempre é sem cura, bem ao contrário da gripe suina.

Por fim, não tenho dúvidas: pior não é a contaminação da gripé suina , mas a falencia do nosso sistema de saude matando crianças que chegam vivas nos ventres maternos, quando não matam também a mãe, por falta de vagas, médicos ;muitas vezes até de um anestésico. Quem já precisou do nosso sitema público de saúde sabe do que estou falando.

Mesmo no frio, que não gosto, passeamos até altas horas pelas ruas de Bariloche, sem, sequer ,ouvir falar de um assedio, violencia, assalto, acidentes de transito que nos provocasse qualquer susto, mesmo com a ronda do virus da gripe suina. Passeios estes que nos são negados pelo "virus humanus" dos nossos centros urbanos, que nos negam, aqui na Bahia, até o refresco gratuito das nossas brisas marinhas. Dar um passeio por lugares encantadores como Porto da Barra, em certa hora da noite, é expor-se a uma bala, facada, assalto; na melhor das hipótes, ao estress, susto, ou pavor da primeira visão de "virus humanus " circulando por perto... Diferente de receber a visita do virus da gripe suina, quem se arriscar a este passeio poderá jamais voltar para casa; bem ao contrário se a vista for da gripe. Passear na Contorno à noite, para olhar , receber seu vento e ver as luzes das nossas Ilhas, quem há de? Muito mais coragem eu tenho de entrar sem mascaras em hospitais com doentes da gripe suina. Se esta me pegar, poderei muito mais provável continuar vivo do que passeando naqueles locais e horariso tão encantadores da nossa Bahia.

Por via das dúvidas, não custa buscar as proteções, inclusive Divina, contra os dois males: doenças e violência. É o que faço, mesmo sem mascaras , enfrentando o gelo de Bariloche, as ruas da nossa Capital e demais espaços por onde passo.

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Aos meus amigos de Viagem:

Vejam as fotos, das nossas passagens por Bariloche, no muraldebugarin.com, em "galeria de fotos", que brevemente serão publicadas.

Aos amigos do pedal baiano, estou na terra: citando nosso querido George Argolo:"voces não se livrarão de mim, não."

Abracos para todos.

Não revisei o texto. Vai assim mesmo, para ficar do jeito de pão saído do forno: nem sempre bom , mas bem quentinho.

Depois tem mais.


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Editor do muraldebugarin.com e